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Comprinhas: "enxoval" da Frida

Queria compartilhar aqui com vocês algumas comprinhas que fiz para aguardar a chegada da Frida. Existem vários vídeos no YouTube que ajudam nessa missão. 

Resolvi comprar tudo pelo site Pet Love, achei uma grande variedade de coisas lá e os preços estavam bem na média. A entrega foi realizada antes do prazo, os produtos vieram bem embalados... Gostei da experiência. Recomendo! 



Tanta caixa que parece uma verdadeira mudança né?! kkkk mas nem foi tanta coisa assim que comprei. Como ela vem filhotinha ainda, tá com 53 dias hoje, tentei focar mais nas coisas pra essa idade. 



A ração que comprei foi a Hills filhote. Pelo que andei lendo, essa é a melhor ração para maltês, melhorando, entre outras coisas, o problema da lágrima ácida.

Baguncinha!! Não reparem, estava chegando de viagem. kkkk

Outras coisas indispensáveis são: tapete higiênico, um produtinho chamado "xixi aqui" ou algum desse tipo, que serve para ensinar o baby a fazer suas necessidades no lugar certo, comprei um pacotinho de fralda (mas não sei se vou precisar), outro produto pra tirar o cheiro do xixi, se ela fizer no lugar errado, embora o dono do canil tenha me dito que ela já aprendeu a fazer só no jornal... 

Comprei, também, uma caminha. Me empolguei tanto nas compras que não me atentei ao tamanho e acabou que veio uma muito pequena. 😞 ela vai perder muito rápido. A única vantagem é que, como li em algum lugar, a primeira caminha raramente é a definitiva, já que, com certeza, em meio às brincadeiras, ela pode sofrer alguns estragos! kkkkk

Falando em brincadeiras, comprei dois brinquedinhos, um cachorrinho de pelúcia e uma espécie de mordedor que você pode colocar no congelador e que alivia a irritação causada pela troca de dentes. 

Não resisti e comprei também um vestidinho, foi um dos mais baratos porque ela vai perder rapidinho com o crescimento, e dois lacinhos cor de rosa. 😍 mal posso esperar pra "vestir" a minha princesa. 

Comprei, ainda, shampoo pro primeiro banho e um tratamento pra pulgas e carrapatos, pois nunca se sabe né?! 

Entre os itens de necessidade básica, não se pode esquecer de potinhos pra água e comida. A Pet Love é tão amor que ainda deu de brinde um bebedouro portátil, que vai ser muito útil quando a Frida puder sair pra passear (só depois das três doses da vacina hein?!). 

O que mais?? Acho que faltou falar só da escova, pra já acostumar com o hábito da escovação diária, e uma espécie de banheirinho (esse negócio rosa aí na foto), um lugar de plástico onde podemos acoplar os tapetes higiênicos ou jornal e facilita (espero!) a educação do baby. 

Acho que é isso. Resumindo, pra facilitar o checklist: 

Itens de 1a necessidade:

- ração 
- potes para água e comida 
- caminha 
- tapetes higiênicos 
- xixi aqui 
- eliminador de odor 
- banheirinho 
- remédio para pulgas e carrapatos 
- shampoo 
- brinquedinhos pro seu baby não ficar entediado
- escova 

Os não tão necessários assim, mas que a gente ama 😁: 

- roupinhas 
- lacinhos 

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Apresentação feat ansiedade

Bom, a verdade é que a Frida ainda nem chegou (se tudo der certo, no sábado ela já estará aqui! Ansiedade mode on!!!) mas como mãe obsessiva e perfeccionista que eu sou, já comecei a arrumar toda a casa para o grande dia. 

Como mamãe de primeira viagem, acho que fiz bem a lição de casa. Procurei diversas informações na internet sobre a raça, ponderando se esta seria realmente ideal para as minhas condições atuais de mestranda vivendo em um flat de 40 m2. Vi todos os vídeos possíveis sobre maltês disponíveis no YouTube e já me sinto uma verdadeira PhD em teoria canina (resta a prova prática!! kkkk)

Encontrei muitas informações, de fato, mas senti falta de uma visão mais próxima assim sabe?! Tirando os tecnicismos, algo que me mostrasse como, de fato, é o dia-a-dia de uma pessoa morando sozinha com seu cãozinho. E esse foi um dos motivos que me levou a criar esse blog, onde pretendo compartilhar em detalhes essa rotina, mostrando tantos os lados bons quanto as dificuldades, que tenho certeza que irei encontrar pelo caminho. 

Talvez seja importante eu me apresentar. Me chamo Greta, sou advogada, estou longe de casa (sou de São Luís - MA), fazendo um mestrado em Psicanálise no Rio de Janeiro. Como já falei na crônica <Como me tornei uma criminosa>, moro sozinha, em um condomínio que, em sua convenção, não admite cachorros. Não estou exatamente burlando as regras, já que essa previsão é inválida, e a grande maioria dos tribunais dá ganho de causa para os moradores. Falarei mais desse assunto em um outro post, pois o assunto é extenso e polêmico. 

O fato é que o sonho da minha vida sempre foi ter um cachorrinho. Desde pequenina. Mas meus pais nunca quiseram cachorro em apartamento. Ok. Sempre respeitei a vontade deles. Acontece que, mesmo aqui, a mais de 2.000 km de distância, eles ainda querem me convencer de que isso é um erro. 

Enfim, me decidi contra a vontade deles, e to fazendo as coisas meio que na surdina sabe?! E isso tá me deixando com um pouco de medo das consequências. Mas vamos em frente. 

Por que optei pelo maltês? Primeiro, foram por algumas questões bem particulares mesmo. Sempre achei essa raça linda. Mas não foi isso que determinou. Eu precisava de um cãozinho pequeno, calmo, que pudesse passar alguns momentos sozinho durante o dia. Além disso, descobri uma coisa que pra mim foi determinante: o pelo do maltês praticamente não cai, sendo considerada mesmo uma raça hipoalergênica. Embora pra mim esta decisão tenha sido mais pensando na sujeira do que na alergia em si (quem sabe a dureza de limpar uma casa sozinha, me entenderá!! kkkk). 

Segundo motivo: o temperamento. Já conheço alguns cachorrinhos malteses e eles são simplesmente um amor. Super meigos e apegados à seus donos. Não costumam fazer muito barulho, quase não latem e adoram um colo. Pra criar um cachorro meio que "escondido", essas características pesam muuuuito. 

Por último, como sempre, temos os contras né?! Principalmente, o trabalho que o pelo dá para não embolar e algumas doenças de pele que costumam aparecer nessa raça. Mas já me preocupei tanto com tanta coisa, que to deixando isso um pouco pra frente. 

Entre os prós e contras, resolvi aventurar com uma baby maltês. Só resta esperar que a Frida seja boazinha e colabore com a mamãe. kkkkk Torçam pela gente! ❤️ 

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Como me tornei uma criminosa

Escrito por: Greta Fernandes Moreira

Uma vida inteira alimentando um sonho: “quando você tiver sua casa, poderá, então, comprar seu cachorro”. Antes disso, não. Na minha casa, não. Ressoavam as palavras de minha mãe em minha cabeça, há muito já internalizadas. Agora, NÃO!
Um sonho, adiado e adiado, por 20 e tantos anos. Eis que, de repente, surge a grande oportunidade tão esperada. Mudança de planos, mudança de cidade, mudança de vida. E, claro, a chance de ter um cachorro!
Mas, como tudo que é bom dura pouco, com o sonho da casa própria, não tão própria, mas própria o suficiente para se localizar a mais de 2.000 km da casa de meus pais, veio novo entrave. Como assim é proibido criar cachorro num condomínio do Rio de Janeiro? Oi? Alguém pode me explicar? A cidade que mais tem cachorro por metro quadrado e eu venho parar no provavelmente único edifício onde é proibido ter cachorro?
Para o mundo que eu quero descer. I-na-cei-tá-vel. É ou não é? Chora, esperneia, pensa em rescindir o contrato de aluguel... É, pensando bem, melhor continuar por aqui mesmo. Já foi difícil conseguir essa façanha de sair de casa. Esperar. Sim, esperar é o melhor remédio. Afinal, quem queria um cachorro mesmo? Trabalho, despesas, bagunça na casa, brinquedos espalhados, banho, tosa, ração, carinho, atenção, aquele olhar meigo, uma recepção calorosa depois que você chega em casa estressada de tanta aula e de ter tido aqueeela discussão com a sua orientadora que não queria incluir justo aquela parte do capítulo cuja ideia foi ela própria quem deu...
É pra que que eu vou querer mesmo um cachorro? Não, porque eu não preciso de alguém que fique sempre feliz em me ver, de alguém que não me julgue mesmo quando eu tenho que deixá-lo sozinho por algum tempo. Principalmente, porque, de fato, eu não preciso de ninguém pra me fazer companhia e ajudar a passar o tempo nessa cidade estranha onde ainda não consegui fazer amigos. Porque, realmente, não preciso de ninguém pra me acompanhar naquela manhã preguiçosa de domingo, nem de ninguém pra dar um pulinho ali na praia, ou um rolêzinho no shopping. Não! Você deve ser autossuficiente, e um cachorro, afinal, só dá trabalho.
Espera. É temporário. Já já você volta, compra seu apartamento e, então, poderá ter seu cãozinho. Futuro. De novo. Eterno adiamento. E se eu morrer amanhã? Vou ter passado por essa vã existência sem realizar esse desejo tão antigo? “Amanhã, tudo vai ser melhor, tudo vai se ajeitar... E você poderá, então, dar muito mais atenção e cuidar muito melhor de seu cachorro”. Ahh, sério?? Sério mesmo? Será se quando eu voltar, terminado o doutorado, vou ter mesmo tempo de sobra pra cuidar de alguém? Pela rotina de trabalho de docentes que vejo por aí, não terei tempo de cuidar nem de mim.
Momento perfeito. Existe? É fábula ou invenção capitalista? Não é perfeito agora. Não será perfeito amanhã. Oportunidades se criam, o momento se faz. Tudo bem. Tudo bem. Cansada de argumentar, sigo minha vidinha... É, eu não teria mesmo como manter um cachorrinho nas circunstâncias atuais. Dinheiro pra pet, pra ração, pra hotel... mentirinhas que crio na minha cabeça, argumentos no melhor estilo “uvas verdes”, na tentativa de me convencer do impossível.
   Ok. Ok. Mais um mês. Encontro-me relativamente de boa, até que, voltando numa sexta à noite da aula de francês, eis que me deparo com “A CENA”, com direito a caps lock e tudo porque ela merece. Entro no prédio, dou boa noite ao porteiro, movimentos comuns a todas as minhas (não tão) constantes entradas e saídas, e espero o elevador.

CHOQUE.

O que eu vejo?? Não. Será mesmo possível? Ou será que estou alucinando? “Boa noite, Michael”, “Boa noite, tudo bem? E essa feeera, já tem nome?”, “Tem sim, é o Chico”. Diretor, uma câmera lenta, s’il vous plait, pra registrar o momento. Sim, não há dúvidas. Ao meu lado, bem ao meu lado, o que vejo? Não posso crer em meus próprios olhos. Mas está lá. Pra quem quiser ver. Muitos, no caso, à espera do elevador.
Sim, caro leitor. O que vi foi exatamente o que você a esta altura já está imaginando. Afinal, pra que tanto suspense? Lembro, então, dos sussurros do locador do imóvel “é proibido cachorro, mas alguns criam escondido!”. Ahh, então tá. Isso justifica muito o fato da garota estar segurando, com um sorriso sem tamanho estampado em seu rosto, um lindo filhote de buldogue francês, obviamente recém adquirido.
O Chico. Mas também poderia ser o Juca, o Alfredo, o Bento, ou qualquer outro nome dos cachorros de todos os meus amigos que surgiram nos últimos seis meses, tempo exato que me mudei pra minha “casa própria”. Nesse espaço de tempo, vi todos, inclusive aqueles que nunca, mas eu disse NUNCA, dantes se importaram com uma formiga sequer, apaixonados por seus filhotes lindos e faceiros.
E eu? Bom, eu não! Continuo, há seis meses, ponderando prós e contras, racionalizando, me proibindo, adiando... Adiando pra quando? Pra quando eu tiver trabalhando 12 horas por dia? Pra quando eu me casar e tiver um marido que odeia cachorros? Pra quando eu tiver um filho alérgico a pelo de animais? Adiar, pra quando? Não vejo meus amigos adiando nada. Racionalizando nada. Ahh, hoje acordei com vontade de ter um cachorro. Puft. Comprei. Ahh, esse cãozinho foi abandonado já por três famílias, você não quer? Puft. Adotei... mas eu não. Quero um cão há 20 e tantos anos, mas ainda não. Ainda não dá. Ainda não tá na hora.
Quer saber?? Foda-se. Tá na hora sim. Tá na hora porque eu quero que esteja. Tá na hora porque sinto falta de uma companhia. Tá na hora porque agora eu tenho tempo de cuidar desse ser. Tá na hora, sim!
Decisão tomada. Que o condomínio me leve à justiça. Que eu passe a viajar menos. Eu quero. Eu posso. Pesquisa daqui, pesquisa de lá. Um maltês. É isso, um maltês. Esse cãozinho tão sofisticado que parece da realeza. Contato um vendedor, pechincho o preço. Ótimo. “Na semana que vem lhe entregaremos a sua princesa. Tenho certeza que você não vai se arrepender”. Certeza. Eu também tenho. Jamais vou me arrepender.
Chegado, finalmente, o dia da entrega. Marco um lugar neutro, a pracinha aqui perto. Pego uma bolsa grande, a maior que consegui achar. Sinto-me num verdadeiro filme de ação, a la Missão Impossível, chego mesmo a ouvir a trilha sonora enquanto me aproximo do lugar do encontro. Tã, tãã, tãã, tãããã, tãã, tã. Encontro a alegre senhora segurando nada mais nada menos que o meu sonho, bem ali, em suas mãos.
Como contrabandear um filhote para dentro de um apartamento? Alguns felizardos apenas entrariam pela porta da frente, cabeça erguida, filhote nos braços. Eu? Abro minha maxi bag (ainda existem?) coloco o pequeno pedaço de algodão lá dentro. “Fica bem filhinha, mamãe já já te tira daí. Só colabora tá?? Por favor? Por favorzinho??”. Chego ao portão. O conhecido clique do destravamento. “Operação cãotrabando em andamento”. Entrei. Abrir a porta de serviço. Ok! Esperar o elevador. 12º andar. Really?? Eu mereço mesmo. Murphy, Murphy. Uma vez e pra sempre. Tento fazer a cara mais blasé possível. Não, to de boa. Tá tudo muito legal. Não to me sentindo uma criminosa em alto grau. Burlando a lei. Felicidade interna. Deve ser a primeira vez que quebro alguma regra na minha vida. Me sinto uma transgressora. E na bolsa, bem ali do meu lado, o produto maior desse crime. Vou criar um cachorro num ambiente (parcialmente) proibido. Uau! Quem diria hein? Consegui me tornar uma criminosa.
Mas ainda não dá pra comemorar. Sempre pode acontecer alguma coisa. Tipo, a minha há quinze minutos já adorada cachorrinha poderia começar a fazer um escândalo, saltar da bolsa, passar pela frente do porteiro, e sair correndo pro além, estragando todo o meu plano criminoso. Mas não. Ela continuava lá, quietinha, como quem entendesse a situação. Bem ali, naquele momento, nos tornamos cúmplices pra toda a vida. 11º, 10º, 9º... 2º, 1º, G2, G1... pra que diabos tanto piso de garagem?? Jesus. Tento não olhar pra bolsa contendo o material contrabandeado, mas aquele par de olhos castanhos insiste em encontrar os meus. Estou aqui, mamãe. Quietinha.

Eis que a porta se abre. Vazio. Murphy, I love you. Obrigada pelo break aí em suas intervenções. Subo até o segundo andar. Abro a porta. Enfim, em casa. Lar doce lar, Frida. Tranco as portas. Retiro-a cuidadosamente da bolsa, agradecendo pelo comportamento exemplar. Ergo-a nos meus braços, enquanto aquela lágrima teimosa insiste em sair do canto dos olhos. Finalmente. Minha. Só minha. Enquanto me afogo em pensamentos, um gemido, seguido de uma lambidinha. É, eu também já era dela. Só haviam passado poucos minutos, mas já tínhamos uma a outra pra sempre. E tudo valeu a pena. Até mesmo me tornar uma criminosa, quebradora de regras de convenção de condomínio.

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